FAIL (the browser should render some flash content, not this).
QUEM SOMOS
Apresentação

Localização

O QUE FAZEMOS
Estudos e Cursos Convênios
PROJETOS
 

Página Inicial » Destaque » II Seminário » Contextualização
 

Contextualização


Todos nós temos acompanhado pela mídia a seqüência de desastres e catástrofes ambientais – terremotos, inundações, desmoronamentos, tsunamis, vendavais, secas, nevasca e erupções vulcânicas que tem assolado o nosso planeta, numa freqüência cada vez mais crescente e preocupante.
Para Vasconcelos e Crubellate,
“o problema ambiental está profundamente vinculado à própria evolução institucional da sociedade moderna e industrial. A sua conseqüência principal, por outro lado, está em termos dos riscos sociais implicados na dependência da utilização de recursos naturais para o desenvolvimento da sociedade, dependência que afeta toda a sociedade e que cada vez menos se refere à opção consciente das pessoas, grupos e organizações sociais.” (VASCONCELLOS e CRUBELLATE , 2003).

Inúmeras são as entidades envolvidas, no Brasil e no exterior, com o socorro às vítimas, contadas em milhares, além de amargar e chorar as perdas de vidas, de igual dimensão, que definem um quadro incapacidade de reação em face do imprevisível, ou de imprevisão em face da incredulidade de que o pior pode acontecer. Para Wenkel se a mudança do clima não for detida em breve, as consequências poderão ser caos, desintegração, apatia e violência. Especialista adverte do risco de aumentarem conflitos nacionais e internacionais (WENKEL, 2009).

Entidades e personalidades internacionais como o IPCC/ONU, o GREENPEACE, o Senhor Al Gore – ex Vice Presidente dos Estados Unidos da América e Premio Nobel, James Lovelock – autor da Teoria “GAIA”, a ONG “Médicos sem Fronteiras” – de grande prestígio internacional, bem como personalidades e entidades nacionais como a COPPE/UFRJ, através de seus professores e pesquisadores, entre eles Paulo Canedo, Luis Cesar de Queirós Ribeiro e Moacir Duarte; o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, através de seus pesquisadores Carlos Nobre e Gilberto Miranda, para citar alguns dos profissionais engajados nessa luta diuturna de sobrevivência, e não por derradeiro, a GloboNews, através de seu programa “Cidades e Soluções”, conduzido pelo jornalista André Trigueiro, têm nos trazido o seu alerta e as suas preocupações quanto ao destino da Humanidade, caso não se tome medidas para enfrentar esse crescente desafio, para ele “não há mais tempo a perder. Estamos todos juntos no mesmo barco e inúmeros indicadores apontam na mesma direção: se não dermos a devida resposta à ameaça que nos espreita, ficaremos marcados na História como a civilização que teve a competência de diagnosticar a maior de todas as tragédias ambientais sem que isso tenha justificado uma ampla mobilização da sociedade. Esta é a razão pela qual muitos estudiosos classificam o aumento do aquecimento global como um problema ético: sabemos que ele existe, nos reconhecemos como agentes do processo e, ainda assim, pouco ou nada fazemos no sentido de enfrentar a situação com a seriedade e o senso de urgência que o assunto requer.” (TRIGUEIROS, 2010).

A afirmativa de Trigueiro confirma a visão de Vasconcelos e Crubellate segundo a qual sociedade humana mundial vive é um processo de radicalização da modernidade e destacam que a importância da compreensão desse processo, com a idéia de generalização do risco social. Na qual o risco se apresenta como categoria analítica de primeira importância para a exploração das novas questões sociais, entre elas a questão ambiental. Complementando esta mesma linha de pensamento, Wenkel nos traz a colocação que Dirk Messner, professor de Ciências Políticas e diretor do Instituto Alemão de Política de Desenvolvimento, formulou no Conselho Científico do Governo Federal para Mudanças Ambientais Globais (WBGU). "Disso poderão surgir violência e instabilidade, algo que ameaça a segurança nacional e internacional numa medida até então desconhecida." Para Wenkel seus argumentos são simples e claros: "A mudança climática vai desencadear diversos conflitos de partilha dentro dos países e entre estes, disputas por água, por território, pelo gerenciamento dos movimentos migratórios" (WENKEL, 2009).

Em virtude disto, não só se justifica, mas se faz premente a realização de fórum de discussão que traga a tona estas questões, em concordância como abordado por Vasconcellos e Crubellate quando afirmam que “a análise pouco cuidadosa do tratamento dado à questão ecológica, no âmbito da Administração e até da teoria organizacional, pode sugerir que se trata de mais um modismo, com seu ciclo de venda de livros e consultorias, uma ou outra crítica e, por fim, seu desaparecimento. Mas não parece ser esse o caso. Cada vez mais, e de modo mais contundente, a proteção do ambiente ecológico parece se tornar preocupação social de primeira importância em várias áreas do conhecimento, tanto técnicas como a Engenharia quanto (mais recentemente ainda) áreas vinculadas à teoria social, como a Sociologia. Fora do círculo acadêmico, tais preocupações adquirem também amplo espaço, como se percebe na ampla divulgação dada a acidentes ecológicos e na crescente importância e utilização de padrões técnicos de proteção e conservação ambiental, no âmbito governamental e no âmbito de organizações de todos os tipos. Não se trata de questão inédita, mas sim de reavivamento de questão que é crescentemente importante no decorrer de todo o período moderno (Thomaz, 1988)“ (VASCONCELLOS e CRUBELLATE , 2003), buscando com isto refletir quais os problemas e os atores envolvidos para se trabalhar no planejamento e na construção de soluções que venham a minimizar os efeitos que esses eventos ocasionam na sua eclosão. É importante “compreender as novas relações entre sociedade e ambiente enquanto construção social, enquanto processo dependente de estruturas e processos sociais e, nesse sentido, dependente de significados construídos e compartilhados socialmente” (VASCONCELLOS e CRUBELLATE , 2003).

Percebe-se a necessidade se buscar novas formas de respostas aos problemas ecológicos, formas técnicas, gerenciais e culturais que se caracterizam pela expectativa de elaboração de procedimentos cada vez mais aperfeiçoados como mecanismos para contenção da possibilidade de novos problemas ou novas falhas nos programas e processos de gestão ambiental que essa mudança no esquema perceptivo e interpretativo da realidade, quanto às circunstâncias de perigo, estimula a expectativa de que se possa encontrar (de forma proativa, por assim dizer) os meios para contenção dos possíveis problemas.
 

Apresentação                Programação               Organização