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Quero ser Procurador do Estado. Por onde devo começar?

Este é um ano especial para quem almeja ocupar algum cargo da Advocacia Pública, pois muitas oportunidades estão por vir. Mas a matéria é vasta e tantos outros candidatos parecem mais avançados, por onde começar a estudar?

Inicialmente, gostaria de parabenizar o amigo leitor pela escolha. Você ganhará muito bem para ocupar um cargo público de ponta, cuja carreira vem se fortalecendo a cada dia. Além dos subsídios, você receberá honorários advocatícios e, provavelmente, será lotado em uma capital, com a possibilidade também de empreender na advocacia privada.

Os pontos positivos da carreira não se iniciam apenas a partir da posse: quem pretende ser Procurador do Estado pode traçar um plano de aprovação a médio e curto prazo, pois, em razão de o Brasil adotar o modelo federativo de Estado, certamente, várias chances por ano serão abertas. Ademais, os concursos para procuradorias estaduais, em geral, não exigem tempo de atividade jurídica, o que os tornam uma boa opção para os candidatos recém-formados ou os que almejam, a longo prazo, a magistratura ou o Ministério Público.

Portanto, o primeiro grande passo foi dado: você sabe o que quer. Certo de sua perspectiva de futuro, acredite, você já está na frente de muitos candidatos. Concepções do gênero “farei todos os concursos do meu estado, de escrivão da polícia a juiz do trabalho”, com certeza, não são a melhor estratégia. O foco é fundamental para encurtar o tempo de preparação, pois, além de o candidato se especializar em determinado programa de conteúdos, quando o alvo está mirado, a motivação para acertá-lo é maior.

Contudo, mesmo definido o objetivo, ainda não é o momento para se debruçar sobre os livros. Organize-se antes. E não pense que a organização se resume a comprar uma pilha de livros e começar a “devorá-los”, sem ordem e sem método. A organização que proponho é mais dura.

Com efeito, em outra oportunidade, mencionei aqui no blog que ser “concurseiro” é cultivar um estilo de vida, devendo-se, por isso, comportar-se como tal. Para tanto, é necessário que, antes mesmo de ler a primeira página, você resolva as pendências de sua vida profissional e pessoal, a fim de que, quando se ponha, de fato, a estudar, esteja absolutamente concentrado.

Nesse ponto, além do exercício de “limpeza mental”, a tarefa é estabelecer tempo e lugar. Em relação a esses aspectos, considere as possibilidades que os otimizem. Se a biblioteca se situa a 50 km ou se lá estarão todos os seus amigos, prefira estudar em casa. Se você trabalha dois turnos, despeça-se da academia, das aulas de inglês e de outros afazeres, que, embora sejam prazerosos ou “úteis”, vai lhe tomar todo o tempo disponível ou grande parte dele. Lembre-se: você quer ser Procurador do Estado, e essas tarefas não constam no seu edital.

Pondere, portanto, o que realmente importa para o SEU concurso. Essa avaliação é pessoal e, por isso, você deve ter discernimento para separar o joio do trigo. O certo é que, quanto mais você estudar, mais rápida será a sua aprovação.

Mas estudar o quê? Você quer ser Procurador do Estado, está de “mente limpa”, definiu tempo e lugar… é hora de partir para os livros? Ainda não. Estabeleça antes um planejamento de metas detalhado e bem elaborado, de modo que você estude com começo, meio e fim. Saiba o que você vai estudar nos próximos seis meses, no próximo mês, na próxima semana e amanhã.

Para isso, faça um diagnóstico pessoal. Procure se conhecer, para que sejam estabelecidas metas tão difíceis quanto possíveis. O ponto de equilíbrio entre os dois critérios – dificuldade e possibilidade – revela um bom plano de aprovação. Portanto, conheça-se e planeje-se antes de estudar.

Uma vez organizados, da melhor forma possível, tempo, lugar e planejamento, é hora de agir. Um bom planejamento não é suficiente se você não cumprir as metas nele estabelecidas. Comece, pois, a estudar.

Entenda que você é o responsável pelo seu sonho. Por isso, não o postergue para daqui a seis meses. Troque o “depois eu estudo” pelo “vamos resolver logo isso!”. Deixar os estudos para depois é uma tentação, que se vence cultivando um novo hábito: começar a estudar já.

Motive-se para fixar uma rotina de estudos, e, nas horas separadas para tal fim, não levante de sua cadeira nem que caia fogo dos céus! Durante a sua preparação, desligue-se do mundo – real e virtual – apenas para estudar. Peça a compreensão das pessoas próximas a você, para que elas entendam o seu novo estilo de vida. Se essas pessoas não o compreenderem, desligue-se, inclusive, delas.

A execução do seu planejamento requer que você encare os estudos como uma profissão, cumprindo horários e metas com seriedade. Dentre essas metas, você deve inserir revisões periódicas e a resolução de questões, tanto objetivas como discursivas. Portanto, os quatro verbos de sua aprovação são: PLANEJAR, ESTUDAR, REVISAR E TREINAR.

Pode acreditar: não existem atalhos. Estudos “meia boca” não o tornarão Procurador do Estado. Assuma, portanto, o seu sonho com compromisso.

Durante toda essa caminhada, desde a opção pela carreira até a execução de um bom planejamento, certamente, você será colocado à prova. Muitas pessoas dirão que você não vai conseguir, seja porque o concurso é muito difícil, seja porque outros candidatos estão à sua frente. Não dê ouvidos. Confie em você e no seu planejamento, pois, se bem elaborado e executado com seriedade, não há motivos para falhar. Esteja, por isso, firme e faça com que essas pessoas experimentem a resiliência do vencedor que você é.

Não desista. Se for desistir, desista de fraquejar. Você quer ser Procurador do Estado e é isso que importa.

Portanto, amigo leitor, estes são os comandos para você começar e terminar a sua preparação:

1) Defina o seu objetivo;

2) Organize-se;

3) Conheça-se;

4) Planeje metas;

5) Aja;

6) Confie.

Espero tê-lo ajudado a se encontrar.

Realize seu sonho. Seja feliz.

Abraços, Caio.

Sobre o Autor

Caio Vinícius Sousa e Souza

Procurador do Estado do Piauí (8º lugar), aprovado na PGE/BA. Mestrando em Direito Constitucional (UFPI). Coordenador e coautor do livro "Curso de Peças e Pareceres - Advocacia Pública - Teoria e Prática" pela Editora JusPodivm. Coordenador e coautor da Coleção Doutrinas Essenciais - Procuradorias. Coautor de várias obras jurídicas especializadas.