FAIL (the browser should render some flash content, not this).
QUEM SOMOS
Apresentação

Localização

O QUE FAZEMOS
Estudos e Cursos Convênios
PROJETOS
 

Página Inicial » Quem Somos » Patrono » Carlos de Meira Mattos

Memória Histórica

Gen Divisão CARLOS DE MEIRA MATTOS

Patrono

 

Nascido na terra dos bandeirantes, natural de São Carlos, SP,em 23 de julho de 1913, o General Carlos de Meira Mattos era filho de Liberato Mattos e D. Benedita de Meira Mattos. Ao retornar da missão na 2ª. Guerra Mundial, casou-se com a Sra. Serrana Caetano da Silva de Meira Mattos, gaúcha natural de Passo Fundo, falecida um ano antes do General. O casal teve dois filhos: Maria Carolina Meira Mattos Vicente de Azevedo e José Carlos de Meira Mattos, de cujos casamentos nasceram os netos Ana Carolina e Carlos e os gêmeos Pedro e Cecília.

O General Meira Matos estudou no Colégio Nossa Senhora do Carmo, dos Irmãos Maristas, em São Paulo-SP. Aos 19 anos, lutou como revolucionário paulista na Revolução de 1932 e, no ano seguinte, ingressou, em março, na Escola Militar de Realengo, sendo declarado Aspirante a Oficial em janeiro de 1936. Em 1940-41 foi instrutor da referida Escola, sendo promovido a Capitão em setembro de 1942.

Integrou , como Oficial de Ligação, IV Corpo de Exército Aliado, no Estado-Maior da Força Expedicionária Brasileira(FEB), enquadrado no V Ex dos EUA, tendo tomado parte no Combate de Monte Castelo, como Comandante da 2ª Companhia ido 1º Batalhão do 11º Regimento de Infantaria.


Ao retornar ao Brasil, integrou a Comissão de Repatriamento dos militares da FEB mortos em combate. Em 1946, cursou a Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME). No posto de Major, foi Instrutor Chefe do Curso de Infantaria, já na nova sede da Academia Militar em Agulhas Negras (AMAN), de 1951 a54. sendo, após, nomeado Adido Militar na Bolívia. Promovido a Tenente-Coronel em abril de 1957, foi nomeado Instrutor da ECEME e, cumulativamente, a partir de 1959, instrutor de Geopolítica da ECEMAR( Aeronáutica).

Foi Oficial de Gabinete do Ministro da Guerra General João Segadas Viana, de 1961 a 62 e, neste último ano, Chefe da 2ª Seção do Estado Maior do Exército. Promovido a Coronel em agosto de 1963, foi comandar, em 1964, o 16º Batalhão de Caçadores, em Cuiabá, no Estado de Mato Grosso, tendo participação destacada na Contra- revolução de 1964.


Neste mesmo ano, o General Meira Mattos assumiu o cargo de Interventor no Governo do Estado de Goiás, por cerca de 2 meses. Solucionada a questão política que o levara ao cargo, passou a administração estadual ao Governador eleito pela Assembléia Legislativa. Retornando à Brasília, foi nomeado Subchefe do Gabinete Militar do Presidente Castello Branco.

Em 1965, com a criação, pela Organização dos Estados Americanos, da Força Interamericana de Paz com a missão de colaborar na restauração da normalidade na crise institucional então em curso de República Dominicana, , assumiu, cumulativamente, dois Comandos: o do Destacamento Brasileiro – FAIBRÁS, e o da Brigada Latino-Americana.

Concluído com êxito o cumprimento da missão, o então Coronel Meira Mattos retornou a Brasília assumindo o Comando do Batalhão de Polícia do Exército. Em 19 de novembro, depois da decretação do Ato Institucional No. 02, recebeu ordem de assegurar que os deputados cassados deixassem o recinto da Câmara em segurança e de forma ordeira, o que foi realizado com profundo respeito à Instituição, mantendo a tropa de segurança em área externa, episódio marcado por um firme, rápido e digno diálogo com o Presidente da Câmara.

Em 1967, o Coronel Meira Mattos cursou a Escola Superior de Guerra e nela ocupou o cargo de Adjunto para Assuntos Militares. Já um intelectual respeitado e conhecido na Força, no Brasil e no exterior, por seus estudos geopolíticos, foi nomeado pela Presidência da República, de janeiro de 1967 a abril de 1968, para presidir comissão visando a emitir parecer sobre reivindicações estudantis, tendo produzido o Relatório que ficou conhecido como “Relatório Meira Mattos”, rico em sugestões estruturais para melhorar o Sistema Educacional Superior no Brasil.

Promovido a General de Brigada, foi nomeado Comandante da AMAN para o biênio 1969-70. Em 1971, assumiu o Comando da antiga Infantaria Divisionária da 7ª. Região Militar, hoje 7ª. Brigada de Infantaria Motorizada, situada na área estratégica do Rio Grande do Norte, que serviu, na 2ª. Guerra Mundial, de base aliada para o chamado “Trampolim da Vitória”, entre Natal e Dakar, na margem oposta do Atlântico.

Em 1972, nomeado Diretor de Transportes do Exército, destacou-se pela elaboração do planejamento estratégico de natureza logística. Paralelamente, no plano intelectual histórico, contribuiu com a Presidência da Comissão de História do Exército, no EME, com orientações sobre o papel desse órgão de coordenação, doutrina e avaliação. Desenvolveu ainda, pesquisas de Geopolítica, de forma intensa, facilitadas pela proximidade de sua área de trabalho ao Arquivo e à Biblioteca do Exército.

Promovido a General de Divisão, em novembro de 1973, foi nomeado Vice-Chefe do EMFA, em Brasília, e, a seguir, em 1975, Vice-Diretor do Colégio Interamericano de Defesa, em Washington, EUA.

Em seu retorno, em 1977, passou para a Reserva, com 44 anos de serviço e aos 64 anos, idade limite para o posto.


Na Reserva, o General Meira Mattos dedicou-se, predominantemente, à vida intelectual, particularmente, no Curso de Doutorado em Ciência Política, pela Universidade Mackenzie de São Paulo, em que apresentou tese – depois publicada - sobre Geopolítica voltada para o espaço tropical – que obteve a citação máxima pelo sociólogo e historiador Gylberto Freire. Na Universidade de São Paulo – USP – conduziu por uma década, importante curso de pós-graduação de Planejamento Estratégico.

Neste período, escreveu outros importantes livros que constam da Coleção Meira Mattos, publicada e distribuída pela Escola Superior de Guerra, do Brasil.
 

Em 1986, destacado Membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, o General foi o primeiro a ser empossado como acadêmico, na Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), na cadeira Marechal João Baptista Mascarenhas de Morais, seu ex-Comandante na Força Expedicionária na Itália.

Em 23 de julho de 2007, a Academia criou, na data em que o General comemoraria mais um aniversário, a Cadeira Especial General Carlos de Meira Mattos, que tem como seu primeiro ocupante, o Coronel Reformado Hiram de Freitas Câmara, historiador militar, que, por muitos anos, privou de aproximada convivência intelectual com o homenageado.

Em junho de 1996, ocorreu um belo momento para o General, ao ser homenageado pelos Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras – que sempre considerou haver sido, mais de vinte anos antes - seu Comando mais honroso, e pelos funcionários da Academia de seu tempo, para os quais, obtivera financiamento para a aquisição da casa própria.

Em 1987, o General Meira Mattos viveu relevante reconhecimento de sua obra, ao ocupar uma Cadeira como Membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

O General Meira Mattos nos legou vasta e expressiva produção literária, cabendo destacar os seguintes trabalhos sobre Geopolítica: “Projeção Mundial do Brasil (1960), A Experiência da FAIBRÁS na República Dominicana (1967), Doutrina Política de Potência (1976), Brasil-Geopolítica e Destino (1975), Geopolítica – Projeções do Poder (1977) e Uma Geopolítica Pan-Amazônica (1980) e biografias, entre as quais, a de José Bonifácio e do Marechal Mascarenhas de Moraes.

Sua obra foi marcada também pela valorização de inúmeras revistas brasileiras, entre elas a do Clube Militar, de “A Defesa Nacional”, da “Revista do Exército” e internacionais, e em jornais de grande tiragem, em que se ressalta, o brilho como colaborador da Folha de São Paulo, desde 1998.

Em 2005, incentivando uma geração plena de admiradores intelectuais civis e militares, dos quais fora mestre e orientador, participou da criação de THEMAS, Centro de Estudos Políticos, Estratégicos e de Relações Internacionais, instituição privada, sediada no Rio de Janeiro, na sede central do Clube Militar, e conveniada com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Até seu falecimento, em janeiro de 2007, o General Meira Mattos foi Conselheiro Sênior da entidade, a qual se honra em preservar sua memória, princípios e valores.

(Memória baseada em texto original da AHMTB)

O principal fundamento filosófico do Homem é a Liberdade. O amor à Pátria, o respeito às demais nações livres, à Lei e à Ordem,à Justiça, à liberdade de pensamento, ao voto direto e secreto, ao direito de ir e vir, à propriedade privada, bem como à dignidade humana e ao desenvolvimento social, são as bases da Liberdade.
Meu conselho é que um Centro de Estudos Políticos, Estratégicos e de Relações Internacionais como Themas defenda estas bases


 


General Carlos de Meira Mattos, Conselheiro Sênior, para Analistas do Centro Themas, em Itaipava, RJ, agosto de 2005.